Resenhas

Impressões Sobre o Planeta Terra 2013

Fomos até o Campo de Marte para contar um pouco de como foi o festival - que já foi mais legal

terra-roda-gigante

Num sábado onde eu desfilei glamour no Aeroporto Campo de Marte (contrastando obviamente com a mesmice não-criativa de fãs das duas cantoras mais chatas do universo ChaticeClarice Falcão e Lana del Rey), euzinho, Robson Lamarc, compareci ao evento menos embalante do ano, o Planeta Terra. Mas, do alto de meu salto Loubotin e com minha bolsa da Dior, percebi algumas coisas que mereciam atenção, e meu olhar atento não deixou passar nada impune. Acompanhe agora as minhas impressões e sinta como foi o #PlanetaTerra2013:

Clarice Falcão

Foto por Fernando Galassi (Monkeybuzz)
Foto por Fernando Galassi (Monkeybuzz/Miojo Indie)

Cheguei no início do show menos aguardado de todos, e a Srta. Porta dos Fundos fez jus ao que nós deste excelentíssimo blog concordamos em achar: ela é chata. Apesar de ter músicos de apoio competentes, a moça realmente não colabora. O “apse” de seu show foi a entrada de seu boy magia no palco, para vocês terem uma noção. (Provavelmente, seu show deve ter tido umas 10 músicas, mas o tempo parecia se arrastar).

Palma Violets

Um pouco depois da primeira tortura do dia, alguns curiosos, poucos fãs que realmente conheciam e outros com cara de paisagem viram o quarteto inglês subir ao palco para desfilar um show com um guitarrista L-I-N-D-O, um baixista extremamente drogadoanimado, um baterista competente e um tecladista que parecia estar dormindo em alguns momentos. Apesar de se esforçarem para demonstrar energia, suas músicas se parecem muito uma com a outra, dando a impressão de terem tocado uma única música durante todo o show. Mas valeu o esforço, apesar de serem limitados musicalmente.

Travis

O sol cozinhava os cérebros que se enfileiravam para assistir o show da Travis, que apesar de ter lançado conteúdo novo recentemente, assumiu o papel de pastelão e desfilou seus maiores sucessos, fez um show que todos aguardavam. Com um baixista fazendo cover de Alex Turner versão tiozão dono da banca de jornal, um guitarrista que preferia tocar dobrado ao meio, um baterista eficiente e um vocalista esforçado, a banda realizou um dos shows mais gostosinhos de todo o festival.

The Roots

Foto por Fernando Galassi (Monkeybuzz) Foto por Fernando Galassi (Monkeybuzz/Miojo Indie)

Cheguei ao palco onde o The Roots tocava já convicta de que viria um dos melhores shows de todo o festival, mas a certeza que eles me passaram sobre isso foi impressionante. Foi chocante. Foi surreal. Quando achei que eles não poderiam melhorar, seus integrantes faziam dancinhas combinadas, atiçavam o público, empolgavam sem parecer piegas, e faziam versões melhores do que as originais, como Immigrant Song e Sweet Child O’ Mine, por mais difícil que pudesse parecer. Seu guitarrista, Captain Kirk Douglas (apesar do corte de cabelo no mínimo esquisito) é a reencarnação de Jimi Hendrix, e desfilou solos virtuosos durante todo o show, entre seus sucessos, mantiveram a platéia em pleno fervor durante todo o show. Apesar de eu me esforçar pra manter a pose, eu dancei até suar, admito.

Beck

Foto por Fernando Galassi (Monkeybuzz)
Foto por Fernando Galassi (Monkeybuzz/Miojo Indie)

Ele estava carente no dia do show. Num determinado ponto do show, ele disse que as únicas coisas que possuía eram sua guitarra, suas roupas e um lenço baphônico em que se envolveu durante uma de suas músicas. Mas, como todos aguardavam, Beck agregou valor ao camarote de todos que aguardaram seu show. Desfilou seus maiores sucessos, que foram acompanhados a plenos pulmões por todos os espectadores, empolgados. Ainda houve tempo para ele fazer um cover inusitado de Billie Jean, da diva das cirurgias plásticas Michael Jackson. O segundo melhor show do dia.

Blur

(Foto: Ricardo Matsukawa / Terra)
Foto por Ricardo Matsukawa  (Terra)

O show mais aguardado do festival começou matador. Damon estava endiabrado: cantava, pulava, interagia com o público, corria de um lado para o outro, estava impossível (e gatíssimo). Ele e seus companheiros de banda tocavam como se estivessem tocando para alguns amigos no quintal de casa. Infelizmente, a energia do show foi diminuindo com o passar das músicas, até porque eles já não possuem o mesmo pique de outros tempos. Mas a excelência, de alguma forma, se manteve. Após o bis, eles voltaram para desfilar alguns dos seus maiores sucessos. Encerraram o show e o festival tocando sua música mais conhecida, Song 2, o que ajudou a formar pequenas rodas de ‘bate-cabeça’ dos fãs mais alucinados. Foi um bom show.

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