Artigo

O Pasquindie Investiga #1: The Strokes Morreu?

Nossa equipe de investigação entrou em ação para descobrir: o que caralhos aconteceu com o Strokes?

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Era uma vez, em Nova York, cinco garotinhos criados à base de muito Toddynho que, um dia, decidiram formar uma banda com ~~ATITUDE PUNK~~. Nascia o The Strokes. Com muitos sucessos e elogios no currículo, o grupo entrou em uma longa fase de sofrimento e tristeza – para os nossos ouvidos. Mas como foi que o vinagre azedou, hein?

Sedentos pela verdade e pelo compromisso com a informação, nós d’O Pasquindie acionamos nossa equipe de investigação e fomos descobrir o que levou a antiga banda queridinha do mundo Indie a virar essa bosta ambulante que canta tecnobrega. É hora do primeiro O Pasquindie Investiga!

Nosso chefe de investigação

HISTÓRICO

Ainda no final dos anos 90, quando foi formado, o Strokes se esforçou, mas não chegou a emplacar algo que prestasse. Mas convenhamos: nessa época, o mundo era muito diferente do que você, leitor d’O Pasquindie e provavelmente NASCIDO no final dos anos 90, conhece. Ainda tínhamos que soprar as fitas do videogame, brincávamos com bichinhos virtuais e, no mundo da música, formas alternativas de produção e acesso ainda começavam a engatinhar. Bombar não era tão simples como hoje em dia.

Foi só no início dos anos 2000 que Juliano Casablancas e seus amigos encontraram o produtor certo e começaram a ganhar atenções fora do mundo ~~underground~~ coxa de NYC. Com Is This It, de 2001, a mídia internacional especializada (especialmente a MTV), fez questão de gritar a plenos pulmões: “OUÇA STROKES! ELES SÃO A SALVAÇÃO DO ROCK!”.

A verdade é que eles não eram. O Rock não precisava ser salvo, nunca precisou e nunca vai precisar. Mas, a cada cinco anos, surge alguém apontando novos salvadores pra vender disco. E o título pesou para o Strokes.

‘Hmmm, vamos ver o que O Pasquindie vai falar sobre a gente”

ANÁLISE

Calma lá, leitor! Nem tudo são críticas. Os caras bombaram, e com mérito. Mas o negócio é que nem tudo é um mar de rosas também: com o tempo, a banda, que era o coqueluche (sabia que um dia ia conseguir usar essa palavra em um texto!) do Indie Rock, virou um grupinho medíocre que mais vive de seu passado e não sabe muito bem como se reinventar, tipo o Roberto Carlos.

Acompanhe com a gente a carreira do Strokes: eles lançaram um primeiro disco muito bom, um segundo também muito bom, um terceiro… nem tanto, um quarto que dá vontade de bater a cabeça na parede e um quinto que garante passe direto para o céu a quem conseguir ouvir essa merda desconcertante. O que parece é que a banda tentou se esforçar muito para se livrar do título de “Salvadores do Rock” e fazer algo diferente, mas se perdeu completamente.

Com isso, uma banda que era ícone da moçadinha ~~alternas~~ mostrou que está prestes a cair no limbo do esquecimento musical. Exemplo disso é que, desde First Impressions of Earth, de 2006 (o TERCEIRO disco), a gente não tem sinal latente de vida dos caras por aí. Saiu o Angles (2011) e o Comedown Machine (2013), mas não vemos o pessoal falando disso, grupos ou DJs buscando inspiração neles – com exceção de Last Nite, que toca SEMPRE. Aliás, essa está merecidamente na nossa lista de músicas que ninguém mais aguenta ouvir na balada.

Quando a gente vê alguma coisa sobre Strokes, costuma ser um fã cheio de esperança, que acredita que um dia eles vão voltar a ser o que eram, que provavelmente acredita em um Brasil melhor e em duendes. Se você está nesse grupo, a gente já avisa: bota o pezinho no chão, amigo, nada disso vai rolar.

CALMA, NÃO PRECISA FICAR BRAVO, RAPAZ!

CONCLUSÃO DA PERÍCIA

Os mano das jaqueta de couro estão em estado vegetativo desde 2003. Prova disso é que a atenção dos integrantes do Strokes é cada vez maior para outros projetos: Moretti fez o Little Joy, o Alberto Raimundo seguiu sua carreira solo e Juliano Whitehouse ficou fazendo aqueles sonzinhos chatinhos igual ao Angles, mas é a carreira dele e ele faz o que quer, não é mesmo?

Amada por muitos, odiada por tantos outros, uma coisa é certa: não dá pra botar só na conta da banda a antipatia que muitos criaram pelos Strokes. Mas que eles deixaram de fazer a parte deles, deixaram. Até porque a gente resolveu que a melhor coisa a se fazer com os dois últimos discos dos caras é brincar de frisbie com nossos catchoros aqui na redação. No mais, ficam as memórias. Amanhã vamos lá levar umas flores na UTI do Strokes.

Juliano TCHORA
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8 comentários

    1. Os caras mudam, inovam e ficam falando merda, Strokes é uma das maiores bandas de indie, não essas bandas indie que a uma semana deixam de existir, Angels e comedown machine são muitos bons, pena que tem muitos que vivem o is this it.

  1. Nossa amiguinho porque tanto ódio dos Strokes? Acho que o blogueiro que escreveu gostaria de ter uma banda que fizesse metade do sucesso que eles fizeram e não consegue, aí ele fica o dia todo com a bunda sentada na frente do computador e “pesquisando” (muito mal pesquisado por sinal, cheio de informação errada) …pesquisando para tentar fazer uma crítica podre como essa sobre a banda, quanto argumento negativo meu jovem… que isso… tenha dó.

  2. Normal isso em qualquer banda de sucesso e de qualidade. Ser genial mais de 2, 3 vezes é impossível. Eles são um marco no rock dos anos 2000. Mudaram o estilo de música, aceite quem quiser. Eu tb não gostei mas é uma evolução natural da banda. Não é por causa disso que serão esquecidos. Quantas bandas geniais existiram aconteceu isso e até hj sao lembradas e cultuadas?

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