Artigo

Guia Alcoólico para Ouvir Vanguart

Bebemos a discografia do Vanguart.
[Minha coluna aqui não vai ter nome, porque se hoje eu quero “Coluna do Lava Lamp”, amanhã eu já prefiro “Coluna do Lava”, depois “Lava Lamp Esclarece” (hã? hã?), passando por “O Idiótico Mundo de The Lava Lamp”, culminando sempre em “I’m Sexy and I Know It”. Sendo assim, melhor que seja nada.]
 

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vanguart

Talvez seja uma analogia possível com muitas outras bandas, talvez eu esteja enxergando algo que eu queira enxergar, talvez seja hora de parar de beber. O ponto é: ouvindo a discografia do Vanguart, fui me dando conta de que é possível escolher para cada álbum uma bebida, com base um pouco nas canções, um pouco nas letras, e principalmente no clima geral de cada disco. Assim, criei este breve Guia Alcoólico para Ouvir Vanguart, que não pretende ser abrangente nem preciso, apenas divertido. Bebam com moderação, ouçam sem limites. [Post destinado a maiores de 18 anos; mas fazemos vista grossa para gatinhas de 17 com RG falso, como todo bar.]

Vanguart (2007) é um álbum para Cachaça (ou Vanguardente). Uma conclusão natural, considerando que o disco tem uma música com o nome da bebida, mas não para por aí. Também me parece boa a escolha de cachaça, bebida mais emblemática do interior do Brasil, para acompanhar a estreia de uma banda de Cuiabá. Além disso, misturando letras em português, inglês e espanhol, Vanguart traz em si o poliglotismo alcóolico que muitos de nós já experimentamos. E não só pelas letras, o disco parece ser uma obra confusa, produto de uma banda que [site especializado em música]ainda procurava uma identidade própria[/site especializado em música]. Sem contar que poucas coisas combinam tanto com algum encachaçado cantando pelas ruas quanto “só acredito no semáforo, só acredito no avião, eu acredito no relógio, acredito no coração.”

Se Vanguart é um disco confuso, Boa Parte de Mim Vai Embora (2011) sabe exatamente o que é. Diretíssimo, porém complexo, como algo envelhecido por anos em barris de madeira, algo que arde mais que brasa em pele quente, o álbum é todo Whisky (ou Whiskey. Uísque não, por favor). Seja com gelo ou cowboy, é a bebida ideal para afogar, queimar ou abrandar as dores e sensações cantadas faixa a faixa. Com canções como Se Tiver que Ser na Bala, Vai, Nessa Cidade, Morrerão e Depressa, é um disco que, em matéria de carga emocional, não deve nada ao estilo que, por excelência, pede whisky – o blues.

http://rd.io/x/Qbbu8SJOOiw/

Depois de tanto sofrimento, Muito Mais que O Amor (2013) traz o Vanguart leve, de bem com a vida, cantando cheio de sorrisos aquele que talvez seja o mais nobre dos sentimentos humanos. E, para um álbum sobre o amor, a mais nobre das bebidas, aquela da qual podemos nos orgulhar e parabenizar diariamente por, como espécie, termos inventado (ou descoberto?): o Vinho. Vinho e amor. Vinho é amor. E o que melhor que vinho para um casal apaixonado? Para jantares românticos à luz de velas ou almoços ao ar livre, tardes preguiçosas, até mesmo manhãs no parque (com amor e vinho, a sociedade perdoa beber pela manhã) – o disco é uma trilha sonora perfeita para tudo isso.

http://rd.io/x/Qbbu8SJsP9Q/

Se o vinho é a mais nobre, sem dúvida a bebida mais agregadora que o ser humano já criou é a Cerveja. E cerveja também combina com Vanguart. Seja reunindo os amigos e deixando a discografia toda tocar, seja em frente ao palco, cantando junto com a voz (que parece sempre levemente embriagada) do Hélio. É sempre uma boa ouvir Vanguart com a galera, todo mundo com uma cerveja na mão.

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