Entrevista

Entrevista: E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante

Batemos um papo com Lucas Theodoro, que nos respondeu tudo sem titubear

Olar, amiguinhos, hoje começamos uma nova seção no site. 2015 trouxe novidades tão boas que até começamos a entrevistar algumas bandas. E como não começar com o pessoal do E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante?

Batemos um papo com o vocalista Lucas Theodoro, que nos respondeu tudo sem titubear. Confira logo abaixo o resultado dessa conversa! Ah, não se esqueça de ouvir os dois EPs dos caras (vai ajudar a entender algumas das piadas e ainda render um trocadinho pra eles, né!).

http://rd.io/x/QU2QdiIasks/
http://rd.io/x/QU2QdiIQGFo/

O Pasquindie: Sem pressão alguma, mas como vocês se sentem sendo os primeiros entrevistados d’ O Pasquindie? Essa é uma honra (??????? risos) que só vocês terão.

Lucas: Cara, ainda achamos bizarro quando uma entrevista ou qualquer coisa do tipo acontece com a gente. Sei lá, tem tanta gente por aí fazendo música. É engraçado pensar que as pessoas param pra nos ouvir e se interessam pela coisa toda. Pode ser meio síndrome de cachorro magro (é esse o termo?), mas ainda é uma surpresa toda vez.

O Pasquindie: “E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante” me parece uma ótima coisa para se substituir um “Fodeu” depois de um naufrágio ou como slogan de companhia de aviação, mas acho que essa não é exatamente a história por trás do nome da banda. De onde vocês tiraram esse nome?

Lucas: O nome da banda acho que sempre vai ser uma questão. Se fosse uma banda do Rodrigo Amarante acho que ele diria que é um jornalismo preguiçoso hahaha. Sacanagem. Acho que, como qualquer arte, as pessoas se apropriam dos nomes pra criar seus próprios sentidos e sentimentos com os nomes e as músicas. Logo quando começamos a tocar o Luden chegou com esse nome que, a priori, era pra ser o nome do ep quando gravássemos. O tempo foi passando e a gente só conseguia pensar nuns nomes meio merda e acabou ficando esse grandão mesmo. Eu (Lucas) particularmente gosto bastante. Sei lá, acho que é um bonito que quase chega no cafona, um amplo que é quase pretensioso demais e um nome grande que é quase grande demais haha. Enfim, ainda sinto alguma coisa quando leio o nome, sabe? Acho que esse sentimento é importante.

Ah, e o porquê dessa frase? Acho que nunca vai ter uma resposta fácil ou boa pra isso. Talvez da próxima vez a gente conte uma história sobre alguém estar se afogando em alguma praia de São Paulo (BEIJO, LETÍCIA).

O Pasquindie: O povo quer saber: Com esse nome de banda aí, algum de vocês serviu a marinha ou é parente do Pedro Álvares Cabral?

Lucas: Ainda bem que ninguém serviu a marinha ou o exército. Na real, acho que a gente continua não servindo pra nada (insira aqui uma foto do Carlos Alberto de Nóbrega)

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O Pasquindie: E por falar em novo EP. Como foi pedir dinheiro pros fãs, digo, saber que tanta gente tava interessada em ouvi-lo, já que foram os fãs que financiaram o disco pelo Catarse? E como foi o prêmio mais inusitado e interessante (ao menos ao nosso ver) que foi o jantar vegano preparado por vocês na casa do(a) fã?

Lucas: O jantar vegano acabou sendo um prêmio que ninguém se interessou. Só posso dizer que perderam uma GRANDE oportunidade viu haha. Mas rolou uma certa ansiedade nas gravações sim. Saber que tinha gente dando dinheiro pra que a gente gravasse umas músicas coloca um certo tipo de pressão na parada. Mesmo nunca conversando abertamente sobre isso, acho que rolava um inconsciente coletivo no sentido da responsabilidade.

O Pasquindie: Uma vez fui ao show de vocês e vi uma das cenas mais inusitadas e divertidas da vida. O baixista, Marcelo Terreiro, se jogou no chão para tocar enquanto parecia sofrer um ataque epilético (creepy alert). Sei que agora vão trocar de baixista, então tenho uma pergunta para fazer: o Luccas Villela vai continuar a tradição iniciado por Marcelo?

Lucas: O Marcelo é um cara grande. Grande e intenso. Isso fez ele cair no chão uma quantia considerável de vezes já. Aliás, não só em shows mas também na vida como um todo haha. O Luccas é bem mais tranquilo nesse quesito, mas veremos.

O Pasquindie: “Luz Acesa” é uma puta música, mas acabou ficando de fora do EP. Por que isso? Uma decisão baseada no racionamento de energia e diretrizes eco-friendly da banda?

Lucas: Muito pelo contrário, é praticamente um ataque direto ao querido governador Geraldo Alckmin. Por isso sentimos a necessidade de lançá-la antes. Pena que não tem letra e ninguém entendeu isso.

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O Pasquindie: Pra quem não entende o que é Post-Rock, como vocês definiriam sua música? (Pode mandar o pessoal olhar na wikipédia se quiser, nós mandaríamos).

Lucas: Post-rock é música que as vezes parece trilha de filme estrangeiro meio chato, as vezes parece que o mundo vai acabar (mas ainda tem mais 15 minutos de música) e as vezes só parece música que tá com defeito mesmo. Mas a gente acha legal.

Por mais que seja o gênero musical que a gente menos escuta e/ou faz questão de se apegar, é um jeito rápido das pessoas encontrarem ou se identificarem com nossas músicas.

O Pasquindie: Além do Post-Rock vocês têm influência do Emo ~~raiz~~ no som de vocês. Então, aproveitando a seção explicação, como vocês didaticamente diriam para o pessoal o que realmente é Emo, sem que eles confundam com  oS MiGuXoS fRanJudOs?

Lucas: Emo é tudo aquilo que não te ensinaram em 2005.

O Pasquindie: E terminando as explicações: PFV, EU TENHO INSÔNIA TODAS AS NOITES! NOS DIGA O QUE SIGNIFICA A SIGLA “PMR” DA FAIXA DO PRIMEIRO EP DE VOCÊS,  PELAMOR DOS MEU FILINHO.

Lucas: Hahahaha. Ok.

PMR é a sigla pro nome de um dos maiores arquitectos do Brasil, Paulo Mendes da Rocha. Acho que pra qualquer um que se interessa em ouvir histórias e se maravilhar, vale a pena abrir qualquer entrevista desse homem. Ele pensa (e fala) arquitetura como uma forma política de ação urbana. Sábias palavras que valem pra qualquer pessoa reavaliar o jeito que levam seu trabalho ou sua arte.

O Pasquindie: E nos contem, quais são os planos pra 2015 além de tentar ficar rico ou morrer tentando – que é o plano de todos nós?

Lucas: Planos de tocar o Brasil a fora em 2015. pfvr.

Queremos muito ir pra Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Goiânia, BH… enfim, a lista é longa. Esperamos conseguir tocar o máximo e perder o mínimo de dinheiro possível. Quem sabe isso acontece.

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