Resenhas

O Terno, CCSP – São Paulo, São Paulo, Brasil, América do Sul, Terra

Banda fez uma apresentação incrível e um ótimo aquecimento para o Lollapalooza deste ano

Que show! Eu já tive a chance de ver outras vezes algumas apresentações d’O Terno, mas até agora nenhuma com as músicas do disco novo, lançado no passado. Se parte daquele bom humor ficou de lado no álbum, o show continua com seus momentos engraçadinhos, seja com as piadas que os três músicos fazem no palco ou com o resgate de algumas músicas do primeiro disco, 66.

Assim como bananas no verão, a banda amadureceu bem rápido entre um disco e outro e isso ficou bem visível nessa apresentação. Tim Bernardes revezava entre o piano, guitarra (MUITO BEM MESMO COM UMA CORDA A MENOS) e sintetizador enquanto Guilherme d’Almeida mandava muito bem no baixo e Charles Tixier (o Charlie, do Charli XCX Charlie e os Marretas) quebrava tudo na batera – substituindo Victor Chaves que estava dodói e não pode tocar.

Foto por Carol Pascoal
Foto por Carol Pascoal

A apresentação passeou pelos sucessos desse álbum mais novo, como Bote Ao Contrário, O Cinza, Ai, Ai, Como Eu Me Iludo (um retrato muito fiel da minha vida) e Vanguarda?, além de antigos sucessos de 66, como 66, Morto e Eu Não Preciso de Ninguém. Além disso rolou o single Tic Tac e Papa Francisco Perdoa Tom Zé, faixa feita em parceria com o referido músico brasileiro criticado após vender sua alma ao conglomerado vermelho de bebidas gaseificadas da terra do Tio Sam.

Nem mesmo a corda estourada na guitarra de Tim atrapalhou o show. Tudo bem, isso aconteceu faltando umas 3 músicas para o fim da apresentação, mas ainda assim tinha algumas cordas reservas ali esperando um imprevisto desses. Ah, vale dizer que os fãs mais dançantes deram um show à parte, principalmente nas músicas mais animadinhas do set – as dancinhas convulsivas de 66 ganham o prêmio da noite.

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Fora a apresentação em si, foi legal observar empiricamente os tipos de pessoas em shows, artigo/guia que publicamos em nosso site na semana passada. Tinha ali uns zé palminhas, que não paravam nunca te tentar emplacar palmas no meio de algumas músicas que claramente não precisavam de acompanhamento; uns zé papinho, que fui capaz de perceber ter uma subespécie: o Zé Shazam, aquele cara que “conhece tudo” da banda e depois de alguns segundos de música fala seu nome e de qual disco ela vem. Zé Câmeras não faltaram, assim como alguns Zé Ejaculação Precoce, aqueles que saíram antes do bis.

E que venha o Lollapalooza deste ano com um novo show do trio! Estaremos lá com certeza.

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