Cinema Resenhas

O Pasquindie Palpita: Star Wars – Os Últimos Jedi

Já começo esse texto dizendo que sou um grande fã da franquia criado pelo Jorginho Lucas e que essa resenha estará um pouco enviesada. Dito isto, podemos seguir em frente. Ah, pode ficar calmo que o texto está dividido em duas partes: uma com os famigerados spoilers e outra sem. Mas fica calmo que o tio vai avisar quando chegar essa parte.  

Bom, vamos lá. Apesar de parte do fandon ter achado o filme meio “meh”, eu gostei e bastante. Rian Johnson fez um bom trabalho no episódio 8, apesar de ter aqui e ali suas falhas. O diretor e escritor do filme mais acerta do que erra e o mais importante: ele experimenta com coisas novas.

Apesar de não ser tão igual ao Império Contra Ataca, o filme também lida com a sobrevivência da Resistência, treinamento envolvendo a força e sobre cumprir seu destino. O espirito de Star Wars continua ali: a aventura galática desmedida, os planos mirabolantes, a parte espiritual, muitas navinhas, bichinhos fofos e esquisitos e tudo mais que se espera da franquia. Tá tudo lá.

Mas acho que o escancarar o lado político (ainda mais nos dias de hoje) foi uma decisão e tanto e colocar os personagens que a gente tanto ama dentro disso foi bem corajoso. #criticasocialfoda

Se durante toda a promoção do filme era falado das áreas cinzentas, nem o lado bom nem o lado mal, mas o meio termo entre isso, no filme isso aparece mais nessa parte de discurso político mesmo. Eu pensei que o filme ia cair nesse rolê do Jedi Cinza (que tem aparecido nos livros e séries), mas isso acabou ficando de lado, por mais que a ideia da força e do equilíbrio sejam tratadas com muito respeito. E pra ser bem sincero, gostei mais da visão do Johnson nesse filme do que a que o George Lucas buscou nos episódios 1, 2 e 3.

Antes de começar a zona de spoilers, vamos comentar brevemente o enredo e ver de onde saem as críticas: logo no começo do filme a Primeira Ordem atacando a Resistência e o Poe Demeron escrotizando a galera quase sozinho num ataque que concorre como uma das batalhas espaciais mais legais de todos os filmes (rola até um cavalo de pau espacial!). Piadinha vai e piadinha vem, o ataque é bem sucedido, mas a frota rebelde tem perdas consideráveis. Antes de tomar mais tiros, os mocinhos dão no pé na velocidade da luz, mas descobrem que os nazistas espaciais são capazes de segui-los ainda assim.

Grande parte do filme se desenvolve numa perseguição dos imperiais primeirordeanos, que estão na cola de Leia e companhia atirando na nave e esperando o combustível acabar para finalmente aniquilar o que sobrou dos rebeldes. Em paralelo rola as sidequests da Rey (com o Luke e tudo mais) e do Finn (com uma personagem nova). O basicão é isso e talvez conseguir simplificar o filme tanto assim em apenas dois parágrafos seja o que a galera tem reclamado. A sutilezas e as nuances da história são de longe os melhores momentos da história. Rey e Luke formam um par e tanto e são decisivos na história (isso não é spoiler, né? você já esperava por isso!).

Aqui começar os spoilers hein. Se ainda não viu o filme, para por aqui, repense sua vida e corre logo pro cinema.

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Como o Luke está nesse filme?

Bom, nesse filme ele tem falas e várias delas. Mark Hamil parece bem a vontade no papel do Luke e não é difícil dizer que esse é a melhor representação do jovem Starkiller Skywalker nos filmes. O cara amargurado com os erros do passado e fica remoendo isso o filme inteiro, até que ele descobre que tem que deixar o passado pra trás (um pouco da moral de todo o filme no fim das contas).

Sobre ele tentar matar o Ben Solo, eu achei interessante. Porque esse foi um chamado do lado negro, que o Luke disse “não”, novamente. Ali nascia Kylo Ren e foi por isso que ele relutou tanto em treinar a Rey.  O papel de mestre reticente e exilado também não é novidade alguma no mundo de Star Wars, né? Então, move on, pessoas.

E os Porgs?

Pode ficar tranquilo eles não são os novos Ewoks e não roubam a cena. São só passarinhos (apesar de não ter bico) que moram na Ilha de Ahch-To, onde o Luke estava passando seu sabático. São fofos? São. Fazem alguma diferença na história? Não, mas rendem algumas piadotas legais.

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O que achou do Finn?

Ouvi muito dizer que não sabiam o que fazer com ele, Poe e Rose nesse filme, mas não acho isso. Foi essa sidequest que deu errado que leva o plano da Almirante Holdo por água a baixo. O episódio fala sobre aprender com os erros e é isso que eles fazem. Erram pra caramba, mas Finn descobre sobre pessoas lucrando com as guerras (seja que lado for) e Poe sobre ser um bom líder. E bem, a parte de Canto Bright é mesmo um pouco arrastada. Podia ser um tico menor que ia ficar show.

E a Phasma?

Meh! Ela é a Boba Fett dessa geração. Não mostrou a que veio, apesar do visual legal. Tem uma lutinha legal com Finn, mas parece ser mais legal no Universo Expandido do que nos filmes em si.

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Como a Leia está no filme?

Saber que esse é o último filme de Carrie Fisher é algo que é usado a todo momento no filme, seja como homenagem, seja como forma de dar um sustinho no espectador. Em diversos momentos você pensa que vão dar um fim na personagem – quando explodem a nave dela ou quando ela está na fortaleza de Crait- ,mas ela continua durante todo o filme. O reencontro dela com Luke é lindo.

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E esse Snoke ai, revelam mais alguma coisa dele?

Sim e não. Sim, porque revelam que ele é superpoderoso na força e Não porque não mostraram muito do passado dele ou qual seu objetivo final com tudo isso. Ouvi muita gente criticando a morte dele, que foi bem fácil e tal. Mas duas coisas: 1) ele sentiu que o Kylo Ren tava full darkside naquele momento e que ele não tinha dúvidas sobre Luz ou Escuridão, então iria matar a Rey e 2) é possível que ele fosse também um holograma ou projeção da força (ou sei lá como vão chamar), tipo o que o Luke fez. Se perceber, o Snoke parece estar bem menos avariado nesse filme do que nós lembrávamos de Force Awakens, não? Só especulação, mas faz sentido até. Mas talvez ele só não seja tão importante assim pra trama e tenha que morrer mesmo. Tá tudo bem se esse for o caso. Já vimos um Imperador. Não precisamos de outro.

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Yoda?

Não esperava por essa e foi um momento e tanto do filme. Adorei ele ter virado um boneco animado de novo e todo aquele discurso sobre o fracasso e aprendizado (talvez o Pasquindie seja uma lição de fracasso). Além do fato de ter revelado mais sobre os fantasmas da força.

Finalmente rolou Ryelo?

Nah. Os dois até que ficam de gracinha em certo ponto do filme, mas o casal mais shipado das galaxias não emplaca. Mas a luta dos dois contra os guardas do Snoke é dos momentos mais memoráveis do filme.

E sobre a morte do Luke?

Palmas em slow motion pela decisão e pela homenagem os velhos velhos filme. Ele se juntou a força,  completou seu ciclo. Passou os ensinamentos a frente e foi para uma linda fazenda depois do arco iris (o rancho Skywalker, talvez?)

 

 

Vamos parar por aqui por que este texto já está ficando grande demais. Tem muito mais o que ser falado desse filme que a cada nova assistida fica melhor. Sobre os haters: bom, ano que vem tem Solo (o filme solo do Han Solo), que provavelmente vai ser ainda mais odiado. Logo vocês esquecem Last Jedi.

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