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5 Motivos para você revisitar a carreira de Monty Python

Você provavelmente já deve ter ouvido falar de Monty Python, aquele icônico grupo britânico de comédia que no final dos anos 60 e começo dos 70 revolucionou o que era considerado engraçado com seu humor fora do padrão e muitas vezes intenso demais para a época.

Há quem diga que o quinteto inglês é tipo um Beatles da comédia, não só na questão de revolucionar seu meio, mas também criar quase que um “culto” em torno de suas produções. Aqueles fãs que idolatram mesmo a parada, sabe?

Se você caiu de paraquedas aqui e não conhece muito sobre o grupo, segura na mão do tio que esse texto também serve para você. Vamos listar 5 motivos pelo qual você deveria revisitar (ou visitar, se você é um marinheiro de primeira viagem) a carreira da trupe inglesa.

1- Crítica Social Foda

Humor é sempre aquela válvula de escape para falar sobre os problemas da sociedade e tudo mais, não é? O grupo sabia muito bem disso e, seja através de suas sketchs ou filmes, sempre achava um meio de mandar aquela crítica foda, seja com religião, política ou mesmo comportamento dos ingleses de sua época.

Uma das mais memoráveis é a ótima cena de Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado em que eles dão aquela cutucada na monarquia e até começam a hastear a bandeira soviética tocando a Internacional no fundo. Outra #criticasocialfoda vem de outro filme, Monty Python E o Sentido da Vida com o ótimo musical “Every Sperm is Sacred”, algo como “Todo o esperma é sagrado”, falando principalmente de religiões e sua relação com a procriação, digamos assim.

2- Os Filmes

Já falamos de dois deles, mas na verdade existe uma porção deles por aí. Oficialmente, são apenas três, com a A Vida de Brian, completando a santa trindade filmográfica, além de mais um gravado em uma apresentação teatral do grupo no Hollywood Bowl e outro com uma compilação de sketchs da série Monty Python’s Flying Circus reencenadas para o esse filme.

Mas se você chafurdar bastante na Internet vai achar pérolas vindas de cada um de seus membros. Um dos mais interessantes é uma paródia com a carreira dos Beatles em um filme chamado The Rutles. Criado como uma espécie de mockumentary o filme se desenvolve a partir do quarteto homônimo formado, entre outros, pelos comediantes Eric Idle e Neil Innes. Até mesmo o beattle George Harrison faz uma breve aparição no filme.

Mas voltando ao que interessa, os filmes do grupo como um todo, essas três películas originais são todos bem diferentes uma das outras, porém, todas seguindo mais ou menos a mesma forma de criação: um emaranhado de sketchs que juntos criam uma história. A narrativa de A Vida de Brian (um cara que nasce ao mesmo tempo que Jesus e acompanha sua vida quase como um segundo messias) e Em Busca do Cálice Sagrado (que acompanha Rei Arthur e seus cavaleiros em busca do tal artefato sagrado) são mais bem amarradas. Já a derradeira obra do quinteto, O Sentido da Vida, se amarra mais por temática do que por personagens e seus arcos. Todos valem a pena e eu começaria pelo Cálice, depois Brian, depois Sentido da Vida. Vai na minha que é  sucesso.

3- A ótima Série

Pois é, só agora chegamos onde tudo começou: A série de TV Monty Python’s Flying Circus. Incrivelmente, ela foi ao ar no canal BBC, talvez o mais importante canal da Terra da Rainha. Sinceramente não sei como 80% das sketchs foram ao ar nos 45 episódios da série, mas o importante é que eles foram exibidos e quebraram vários paradigmas da época.

É até difícil escolher quais quadros são melhores para mostrar aqui. Então vamos apelar para um veículo muito mais capacitado (Telegraph) que a gente para dar dicas de algumas sketchs que não podem passar em branco. Veja The Dead Parrot, The Killer Joke (abaixo), The Lumberjack SongArgument ClinicNudge Nudge. Veja também Spam (clássico que batizou os spams chatos de Internet) e ótimo Futebol dos Filosófos (afinal, estamos no país do futebol, né).

4- O Humor Non-sense

Como você pode perceber até agora, o humor dos caras é um pouco, digamos, fora do convencional, não?Às vezes bem físico, às vezes bastante surreal, esse humor non-sense é visto até hoje em séries como South Park ou Family Guy, em que cortes abruptos são feitos na história principal para contar uma piada sem sentido com a trama. Geralmente, os momentos mais engraçados dos episódios.

Se esses exemplos até aqui não fazem você achar o humor do Monty Python bastante non-sense, talvez a sketch do Silly Walk consiga:

E esse clássico momento do Black Knight no filme Em Busca do Cálice Sagrado?

5- O lançamento no Brasil de uma autobiografia

Se nos permitem o momento #jabá, a editora Realejo Livros está lançando no Brasil o livro Monty Python. Uma autobiografia escrita por, Monty Python. Como o nome bem diz, ele foi escrito pelos próprios membros e compilada por Bob McCabe. A edição brasileira tem os prefácios assinados por Gregório Duvivier e Antonio Prata, e já está à venda no site da editora.

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