Música Resenhas

Erramos: Little Dark Age, novo disco do MGMT, é surpreendentemente BOM

Finalmente a bad trip de ácido acabou!

Olá aos amantes da primeira arte. Devo começar esse texto dizendo que talvez não tenhamos sido totalmente justos com MGMT ao longo dos últimos anos – e que eu inclusive queimei minha língua (ou seriam os dedos?) quando falei que não queria chegar nem perto de Little Dark Age, mais novo disco do duo.

Mas sejamos justos, os dois últimos lançamentos do grupo, em especial MGMT, não fazem jus ao legado que a própria banda criou com Oracular Spectacular, disco de estreia que catapultou a banda com seu quê irônico, de tirar um sarro que do ambiente do Indie (seja Rock, Pop ou sei lá mais o quê) na época de seu lançamento. E nós aqui d’O Pasquindie adoramos esse humor ácido, como vocês bem devem saber.

Nos próximos discos, veríamos essa ironia se transformar em uma birrinha de criança mal criada no shopping que esperneia por querer um brinquedo novo dos pais contra o mundo Pop e contra o sucesso comercial, fugindo da proposta que eles mesmo abraçaram em seu primeiro disco. Essa talvez seja nossa maior crítica ao rumo que a banda tomou e que acho que na real nunca deixamos claro em nossos textos. Mal ae pelo vacilo.

Desculpas pedidas, é hora de falar do presente e de Little Dark Age. Tenho que dizer que chegar ao fim das 10 músicas do disco gera um suspiro de alívio: os meninos estão fazendo música inteligível novamente! Finalmente a bad vibe do ácido estragado que tomaram em 2010 passou e Andrew e Ben estão produzindo de novo músicas  interessantes, vibrantes e com pitadinhas aqui e ali daquela ironia gostosa que nos fez gostar tanto da banda.

Ainda que o teor experimental/barulinhos e timbres esquisitos continuem presentes, ela parece mais ligada ao Synth Pop agora, o que gera uma sensação nostálgica e ao mesmo tempo um anacronismo preenchido de senso de humor e tiradinhas interessantes com o mundo atual. A dupla brinca com o conceito de Idade das Trevas, mas uma pequenina, que vai durar somente os 4 anos de mandato de Trump.

Inclusive, o presidente bufão do EUA foi um dos principais motivos do disco sair do papel, tendo em vista que parte das canções foram escritas durante as eleições estadunidenses. Temas como dependência a tecnologia (TSLAMP), inseguranças mentais (When You’re Small) ou a relevância da própria dupla (Hand It Over) também dão as caras por aqui. Tudo isso e muito mais revestidos de camadas de um humor ácido e de uma produção acertada. Ufa! Vamos parar aqui que o palestrinha já falou demais.

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